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terça-feira, 25 de julho de 2017

O voto no período da monarquia

Importante observar que a opção monárquica não dever ser percebida como uma mera opção conservadora, visava-se, dentre outros fatores, a não fragmentação do território, a manutenção da ordem, o rápido reconhecimento internacional. A forma republicana, naquela ocasião, era percebida como extrema esquerda, pelo Concerto das Nações que recomendavam a cena internacional (Inglaterra, Rússia, Áustria, Prússia e França). Outro aspecto a observar é que a monarquia brasileira era constitucional e alicerçava-se na divisão de poderes.
Outro aspecto a observar é que mesmo nos EUA, em que a experiência democrática estava mais avançada, nem todos podiam votar e ainda existia a escravidão.
Segundo Ana Rosa Cloclet "O Patriarca da Independência era contrário aos regimes democráticos, que via como revolucionários. Para ele, a Monarquia Constitucional era a única forma de governo capaz de barrar os extremos da anarquia e do despotismo. Por isso, ele combateu todos os projetos políticos alternativos , entre eles a ideia de uma convocação de uma Assembléia Legislativa no Brasil, defendida pelo grupo de Joaquim Gonçalves Ledo. Esse embate, na avaliação da professora, cristalizou um outro mito: a oposição Monarquia e República, associados respectivamente, a José Bonifácio e Ledo. Na verdade, o que alimentou tal rivalidade foi o conflito ideológico entre um projeto nacional com base numa representação popular, e o projeto andradino, fundado na legitimidade dinástica e consagrador da soberania do Rei e da Nação."Fonte: Revista Nossa História, ano I, no.11, setem. de 2004

Importante observar que a Constituição do Império foi mais inclusiva do que a primeira Constituição republicana. Segundo José Murilo "a Constituição regulou os direitos políticos, definiu os direitos de quem podia votar e ser votado. Para os padrões da época a legislação brasileira era muito liberal. Podiam votar todos os homens ou mais que tivessem 25 ou mais que tivessem renda mínima de 100 mil-réis. Todos os cidadãos qualificados eram obrigados a votar. As mulheres não votavam, e os escravos, naturalmente, não eram considerados cidadãos. Os libertos podiam votar na eleição primária. A limitação de idade comportava exceções. O limite caía no caso de chefe de famílias, de oficiais militares, bacharéis, clérigos, empregados públicos, em geral de todos que tivessem independência econômica. A limitação de renda era de pouca importância. A maioria da população trabalhadora ganhava mais de 100 mil-réis por ano." (Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro : Civilização Brasileira, 2010. p. 30)

quarta-feira, 19 de julho de 2017


História do Brasil Colonial


Grandes Navegações:
Descobrimento, achamento, encontro, invasão, contato?
A palavra descobrimento carrega o sentimento de superioridade dos europeus.
Antes do tratado de Tordesilhas, os mapas eram guardados nos mosteiros. A mesma época os chineses tinham mapas detalhados do mundo
A curiosidade pelo desconhecido e a possibilidade de alcançar riquezas no mundo perdido fez o sentimento de medo de atravessar um oceano tenebroso se superar.
O sec. XIV foi marcado por uma diminuição do comércio explicada pela diminuição demográfica causada pela Peste Negra e por falta de alimentos. A solução encontrada foi a criação de novas rotas marítimas e terrestres que interligassem a Asia e o norte da Africa à Europa Ocidental.
O Sentido da Colonização
1937 – Roberto Simonsen – modelo explicativo para economia colonial brasileira
Ciclos econômicos:
-Pau Brasil – mão de obra indígena;
-Açucareira – mão de obra escrava;
-Mineração – mão de obra escrava;

Caio Prado Junior – Livro Formação do Brasil Contemporâneo – O sentido da colonização: compreensão do cenário político, econômico e social.
A colônia orbitava em torno da metrópole. A metrópole decidia o que seria produzido, quando e para quem vendido.  A colônia servia apenas para dar dinheiro à metrópole. O Brasil foi concebido para ser colônia de exploração.

A economia colonial não deixava espaço para inserção de homens livres. Os pobres era grande camada da sociedade.

Administração Colonial
1534 – Capitanias hereditárias
1548 – criação do Governo Geral para dar suporte as Capitanias: defesa contra ataques; fortificação; armamento; punição aos índios; defesa interna; função fiscalizadora e tributária
Missão missionária – Jesuítas









União Ibérica e as Invasões Holandesas 1580 – 1640

Sec. XVI – sucessão ao trono português, após D. Sebastião desaparecer em uma batalha. (Sebastianismo – crença da ressurreição. O Tio Avô D. Henrique assume mas, morre 2 anos depois. O candidato mais próximo é D. Felipe II da Espanha, porém D. Antônio é proclamado rei e D. Felipe não aceita. Envia tropas e pede apoio ao clero e a nobreza e em 1581 é proclamado  rei de Portugal. De 1581 a 1640 Portugal tem o mesmo rei que a Espanha o que ficou conhecido como União Ibérica. Com a união, Portugal herda inimigos espanhóis e sofre consequências na colônia (Brasil) com a invasão holandesa em Pernambuco (1635/ 1644) Mauricio de Nassau.
Em 1640, com auxilio da Inglaterra a nobreza Portuguesa consegue se separar de Portugal e negociam a saída dos holandeses em 1654.

A Economia Colonial

O Brasil era dependente de Portugal pelo Pacto Colonial. As riquezas (pau-brasil, ouro, etc..) pertenciam a metrópole, mas havia excedente que fugia ao controle de Portugal.
A colônia fornecia produto primário por valores baixos e consumia manufaturados de custo elevado.  Classes:
Elite :  senhores de engenho;
Classe média: militares, comerciantes, funcionários Públicos
Operários: escravos
O Pau Brasil, foi a primeira atividade econômica, Em 1530 já era escasso a extração em algumas regiões.
Produção açucareira iniciou-se em Pernambuco, em 1542 – entre os Sec. XVI e XVII, o Brasil era o maior produtor de açúcar. A organização dos engenhos era sustentada pelo trabalho escravo = monocultura
A atividade pecuária começa a desenvolver-se dentro dos engenhos de açúcar (algodão, tabaco, mandioca, rapadura e aguardente). Um decreto proibiu as atividades pecuaristas por destruir parte da produção açucareira. Essa atividade direcionou-se para o interior, possibilitando o crescimento do território.
Na primeira metade do sec. XVIII, o ciclo do açúcar entrou em decorrência (era Tb produzido nas Antilhas
Inicia-se um novo ciclo econômico, a exploração de ouro e diamantes.










Economia Mineradora

A partir da 2ª metade do sec. XVIII, a mineração passou a fazer diferença no cenário econômico (MG, Goiás e Mato grosso)
Contexto Europeu:
Portugal enfrentava dificuldades econômicas e financeiras
Tratado de Methuem – 1703 (Panos e vinhos)

A quinta parte do ouro extraído pertencia  a coroa portuguesa. Para cada capitania onde fosse encontrado ouro era criado uma Intendência de Minas para fiscalizar.
Finta – Tx anual que fixava o quinto.
Extração amífera – através da lavra  (empresas com grandes ferramentas) e da faiscação  (extração de pequeno porte por homens livres)

Mudanças no cenário da economia mineradora:
- tráfico interno de escravos  dinamizado
- distância entre as regiões diminuíram
- criação de pequenas cidades nas Minas Gerais
-aumento da população
- mudança do eixo econômico do norte para o centro sul
- mudança da capital Salvador para o RJ em 1793


O Cotidiano das Vilas Coloniais

Principalmente nas regiões sul e sudeste. 1º vila foi S. Vicente (Martin Afonso de Souza)
A igreja detinha o monopólio ideológico e religioso. Presente do nascimento à morte. Os desviantes da conduta moral  eram hereges.
As mulheres da vila
Indígena, brancas e africanas – casar e procriar
O conflito entre jesuítas missionários contrários à escravidão dos indígenas, acabou por  expulsar os jesuítas.













O Governo de Pombal
Influenciado pelo Iluminismo -  mov. Intelectual surgido na França, em reação ao absolutismo, comercial e da igreja. Utilizava a razão para alcançar a liberdade, autonomia e emancipação. Valorização das ciências para explicar o funcionamento do universo e da vida – Enciclopedia para divulgar o conhecimento.
No Brasil influenciou  a revolta da Inconfidência mineira e a conjuração baiana.
Marques de Pombal (27 anos) no cargo – modernizou a administração, ampliou os lucros da administração colonial, protegeu grandes empresários,  criou Cias de monopólio do comércio; combateu nobres, clero e revoltas. Instalou a Real Fazenda para centralizar cobrança de impostos. Após o terremoto de 1775 em Portugal. Pombal reconstruiu a cidade. Acusado de autoritarismo não se manteve no cargo após a morte de D. José.

Ações de Pombal no Brasil:
Criação de aulas régias (ciências humanas); criação das cias do grão Pará e Maranhão (cacau, cravo, canela e algodão); 1759 extinção das capitanias hereditárias; transferência da capital de Salvador par ao Rio (1763); abolição da escravidão indígena, fortalecimento das defesas militares no sul , expulsão dos jesuítas e cobrança anual de 1500 kg de ouro.
1690 – criação das casas de fundição
1750 – Finta – cota de 100 arrobas
1759 – expulsão dos jesuítas
1765 – derrama – pagamento  com bens pessoais – origem da Inconfidência mineira

Rebeliões Coloniais

- Guerra dos Emboabas 1707 a 1709 – pelo direito de exploração das recém-descobertas jazidas de ouro na região das minas gerais.

Insatisfações com a metrópole por dar  a uma pequena elite grandes faixas de terra e cargos burocráticos nas mãos dos portugueses. A partir do sec. XVII eclodem uma série de revoltas.
Revoltas nativistas -  colonos x portugueses
Revoltas separatistas –  exigiam separação do Brasil de Portugal

Revolta de Beckman  - 1645 – Maranhão (índios protegidos dos jesuítas)
Guerra dos Emboabas – 1707 – MG
Guerra dos Mascates – 1710– Pernambuco (elevação de Recife à Vila) não pagaria impostos à Olinda
Guerra de Vila Rica- 1720 – MG – cobrança de impostos
Inconfidencia  Mineira – 1789 –MG - separatistas
Conjuração Baiana – 1789 –BA – separatistas (crise de abastecimento, alta dos preços, melhoria das condições de vida)
Exceção: Insurreição Pernambucana, 1645 -  colonos x Holandeses
O nordeste foi palco de diversos conflitos, pois ali se instalou a economia plantation (açucareira)

Emancipação do Brasil – Vinda da família Real

Portugal não respeita o Bloqueio continental decretado pela Inglaterra de Napoleão. E em 1807 as tropas de Napoleão avançam a fronteira de Portugal. Assim,  D.João transfere a corte para a colônia mais rica (Brasil). Devido às condições marítimas o navio real ancora primeiro em Salvador.
Na Bahia, D.João decretou a abertura dos portos às Nações amigas em 28 de janeiro de 1808, beneficiou a exportação de açúcar e algodão. A principal beneficiada foi a Inglaterra.
O Tratado de comércio e navegação Tb beneficiou a Inglaterra. Pois os produtos ingleses eram taxados em 15%, os portugueses em 16% e os outros pasíses em 24%. Isso porque Portugal precisava  recuperar seus território e suas colônias que eram protegidos por esquadrias britânicas.
A Chegada da Corte ao RJ, primeiro no Paço Imperial depois no Palácio de S.Cristovão.
A vinda da família Real trouxe ganho cultural: biblioteca, teatro, academia literária, jardim botânico.
1816- Missão artística francesa; Banco do Brasil, Casa da Moeda e melhorias urbanas

Política externa – mostrou-se agressiva – 1809 – ocupou a Guiana Francesa e 1815 o Uruguai

Em 1815 -  com a retirada das tropas de Napoleão. Portugal exige a volta do Rei, que então declara Brasil como Reino unido à Portugal – O Brasil seria uma extensão do território Portugues.
1817 – Revolução Pernambucana – divulgação das ideias liberais iluministas;
(presença maciça de portugueses na administração e criação de novos impostos).
Passo definitivo para a independência foi o dia do Fico – 09 de jan. de 1822 – contrariando as ordens de Portugal de não voltar.

A Corte pressiona e em 07 de setembro de 1822 é proclamada a Independência.

FUNDAMENTOS DAS CIÊNCIAS SOCIAIS

A sociologia estuda os fatos sociais, ações sociais, classes sociais, relações sociais, de trabalho, econômicas, instituições religiosas e movimentos sociais.
O estudo socioantropológico compreende os acontecimentos e planejamento de ações.
Não existe sociedade sem indivíduos e só nos tornarmos humanos por meio da socialização. O indivíduo ajuda a transformar a sociedade.
O homem é dependente da sociedade
Ciências Naturais -  composição e forma do corpo
Ciências humanas e sociais -  reflexões, interpretações, analise parcial e subjetiva
Cada cultura constrói seu significado social. Os fatos sociais não podem ser reproduzidos em condições controladas. Os fatos sociais são complexos e de percepções variadas.
Ao enfrentar fenômenos sociais, somos levados a enfrentar nossa posição, valores e visão de mundo.
A análise antropológica constitui-se nos usos e abusos dos conceitos de cultura e suas implicações na vida social.
Alteridade é o resultado do processo de diferenciação entre “eu” interior e o outro. É o encontro com o estranho, com o diferente. A antropologia busca essa compreensão.
Etnocentrismo-  ser o modelo correto. Todo o diferente é hostil. Ver o mundo através de sua cultura.
A ciência política é o estudo da política – sistema de organização e dos processos de governo ou qualquer sistema que tente assegurar segurança, justiça e direitos civis.
Com a derrota do feudalismo, surge o iluminismo movimento intelectual que tenta entender  a sociedade e seus fenômenos: sociais, políticos e econômicos.
Ideia de Estado como contrato social = manter a ordem social
Nesta reflexão destacam-se:  Thomas Hobbs (Leviatã), John Lucke(tratado s/o governo), Montesquieu (O espírito das leis), Jean Jacques Rousseau(O contrato social)
Base do Contrato Social = Constituição
Forma de dominação  - segundo Weber, a dominação é a probabilidade de mando e de legitimidade. A crença é a condição para  a relação de quem manda e quem obedece se realize. O Poder é sempre provável , pois depende do outro para ser exercido:
Dominação racional legal: exercida dentro de regras e leis seguida por todos os privilégios
Dominação tradicional: repousa nas crenças, nas tradições. Contratação por vínculo pessoal. Tarefas s/ definição. Privilégios e deveres de acordo c/ governante.
Patriarcalismo – regra de sucessão, tradição e respeito
Patrimonialismo – exercida pelos mais velhos
Paternalismo – Pai – laços de fidelidade
Dominação carismática – líder reconhecido por seus seguidores

Relação Estado sociedade segundo Marx:
O Estado é a forma na qual os indivíduos de uma classe dominante fazem valer seus interesses.
Segundo Marx, o aparelho jurídico do Estado tem como objetivo:
1)      Organizar e justificar a dominação da burguesia s/ o proletariado
2)      Favorecer o negócio das classes dominantes. O estado não representa a sociedade e sim a burguesia.


A formação do pensamento sociológico e antropológico deu-se a partir da segunda metade do século XIX em decorrência de uma série de  transformações econômicas sociais e políticas:
- Iluminismo (preparou o surgimento das ciências sociais no sec. XIX;
-Revolução Industrial; (proporcionada  pelo desenvolvimento Cientifico)
-Revolução francesa

Cientificismo e darwismo social – pensamento: o conhecimento humano caminhava para o controle da natureza.
Darwismo utilizado para justificar a dominação europeia – neocolonialismo
Teoria: A evolução está em transformação continua das espécies e seres vivos, a fim de selecionar o mais apto e determinar os membros da espécie com mais chance de sobrevivência. Os organismos tendem  a se adaptar cada vez melhor ao ambiente, criando formas mais complexas de existência. Desenvolve-se os mais fortes e sobrevivem os mais aptos. Justifica-se os bem sucedidos e divide-se  as classes superior e inferior

O liberalismo adotou o principio de que todos competem igualmente, quem não alcança o sucesso é preguiçoso – uma tese que interessava a manutenção da classe burguesa.

Darwismo social no Brasil – branqueamento da raça (incentivo aos trabalhadores europeus)

Primeira escola antropológica – evolucionistas sociais – povos primitivos – pesquisa de gabinete (analise das viagens dos colonizadores), métodos comparativos com base na sociedade europeia – classificando outros povos como incivilizados (etnocêntrico)
Positivismo – diretriz  filosófica criada por August Conte : Lei dos três estados
Desenvolvimento; classificação; hierarquização das ciências.  A ordem é necessária ao progresso e a reforma da sociedade com mudanças intelectuais, morais e políticas. Defendia a sociocracia, dirigida por cientista para  conformidade e progresso.
O positivismo definiu o propósito da filosofia: traço marcante : excessiva valorização das ciências e dos métodos científicos; otimismo em relação ao desenvolvimento e progresso da humanidade
Teoria do desenvolvimento Intelectual – TMP
Teológico – (explicado pela imaginação)
Metafisico – explicado através das abstrações filosóficas (existência)
Positivo – através das leis cientificas, através de experimentação e lógica

Para reformar a sociedade, ele propôs:
1.       Reconhecer os princípios reguladores do mundo físico e social
2.       Determinar as estruturas e processos de modificação da sociedade
3.       Reconhecer a existência de dois movimentos: Estático, harmônico e dinâmico – ordem e progresso.

Modelos Clássicos de análise sociológica:
- Emile Durkhein (escola sociológica francesa) – métodos de investigação
Os fatos sociais deveriam ser estudados como coisas. Mantendo de relação de objetividade e desfazendo-se de qualquer pre noção sobre eles. A sociedade para Durkhein apresenta estados normais e patalógicos. Um crime é um fato social normal. Os fatos patológicos extrapolam os limites aceitos pela consciência coletiva. É o comportamento  desviante. São transitórios e excepcionais.
O normal e anormal é discutível e varia de sociedade para sociedade.
Os padrões de normalidade são impostos pela burguesia.
Consciência coletiva – membros de uma mesma sociedade (torcida, festivais de música, etc.)
Anomia – inversão das normas vigentes (perde-se o parâmetro de julgamento da realidade (guerras e desastres ecológicos)
Divisão do trabalho social:  funções exercidas baseada nos critérios de idade e sexo classificada como solidariedade mecânica.
Nas sociedades mais complexas essa divisão do trabalho com funções diferenciadas são classificadas como solidariedade orgânica.

Fato : jovens incendeiam índio Galdino
- o crime é um fato social normal, mas a crueldade excede o limite tolerável pela sociedade é visto como fato social patológico.

Max Weber- sociologia compreensiva – tenta entender as redes de ligações  dos indivíduos na sociedade

Durkhein via a sociedade como uma coisa ;  Weber como um conj. de ações

Para weber toda ação social  é dotada de sentido (são os valores atribuídos  pelos indivíduos.
A ação social  é determinada por mais de uma causa.
Tipos de ação:
Ação racional ou afins – motivada por objetivos – planejamento e execução p/ alcançar o fim.
Ação racional com relação de valores -  motivada por valores morais, religiosos, políticos. Por princípios
Ação Afetiva – guiada por conduta emocional (raiva, ódia, paixão, ciúme
Ação tradicional – guiada pela tradição, costume, hábito.

Relação Social: agentes agem de acordo com certas expectativas que possuem do outro: relações de amizade, políticas, comerciais





Karl Marx – é por meio do trabalho que o homem se relaciona
Materialismo histórico - método de abordagem da vida social que analisa os processos históricos com base nos princípios da dialética. (origem do pensamento de Hegel)
A contradição e o conflito são partes integrantes da essência da realidade. O mundo real seria um incessante movimento de superação e transformações, motivado por um choque de forças contrário. Para Marx o mundo das ideias, do conhecimento, das crenças, dos princípios políticos, está relacionado ao modo como  o trabalho se encontra organizado na sociedade.
Modo de produção:  modo como o homem obtém seus meios de subsistência material, bens que necessitam para sobreviver.  A luta de classes – motor de transformação
Classe dominante: burguesia e proletariado – força de trabalho
Alienação : dominado pensando com a cabeça do dominador

Globalização – intensificação das relações sociais. Acontecimentos inter relacionados
Afeta de forma desigual os espaços geográficos; é desigualmente distribuída; diferença étnica;
Reforço das identidades locais; manifestação de xenofobia; desigualdade  da distribuição de riqueza mundial; desigualdade de comunicação.
Mesmo em grandes centros urbanos, há moradores de rua e favelas. A globalização não criou um mundo unificado e sim dividido. O moderno mundo capitalista, depende de recursos naturais, pois foca no consumo capitalista. Há uma concentração de riquezas na mão de poucos.
Há de se mudar a cultura. Não há desenvolvimento sem sustentabilidade ecológica. Deve-se cuidar da produção e consumo.

Novos padrões morais e culturais -  na 1ª década do sec. XXI, surgem novos padrões de comportamento  e estilos de vida. Grupos excluídos buscam inserir-se no mundo globalizado. Surgem novos modelos de família.
Grupo étnico – identificam-se  na mesma categoria, compartilham valores culturais
Etnogenese -  conceito antropológico – resgatar a identidade étnica
No Brasil o processo de desigualdades se constitui desde a colonização
-valorização do trabalho intelectual em detrimento do trabalho manual;
-tratamento diferenciado pela hierarquização social;
-exclusão

Preconceito racial –
Preconceito de gênero – contra mulher
Preconceito de orientação sexual – orientação sexual baseada na heterosexualidade
Novos padrões de família







terça-feira, 18 de julho de 2017

 RESUMO BRASIL IMPERIAL

1.Transição da colônia para Império, não consolidou a unidade nacional.
Havia 02 grupos:
1 – defendia a ligação de Portugal com a colônia
2 – defendia a livre negociação sem intermédio dos portugueses
Existia o medo de ambos de uma agitação popular e reivindicação  da camada popular na base representativa. O Príncipe Regente defenderiam interesses comuns.
Manter a monarquia e a escravidão era interesse dos portugueses e da elite brasileira. Orientado por José Bonifácio O Príncipe proclama a independência . Há conflitos no nordeste.

2.O primeiro a reconhecer a independência foii os EUA –América para os americanos – a América não podia ser colônia de outros países. O apoio inglês se deu por favorecimento no comércio.
Fim do trafico de escravos – segundo reinado – 1850 – interesse nos novos consumidores de mercadorias inglesas.
Os tratados para o fim da escravidão se deram em troca do reconhecimento da independência
1831 – lei antitráfico (para inglês ver), sem fiscalização.
Os nacionalistas não aceitavam os ingleses se envolvendo em nossas questões internas.
1850 – Lei Eusébio de Queiroz
Italianos chegam para substituir a mão de obra escrava.

3.Formação do Estado Imperial -  a independência não significou o fim do regime monárquico.
O Brasil manteve a escravidão, a monarquia e a base agrária. A manutenção da escravidão é um dos fatores de desgaste que põe fim ao Império em 1889.
A Constituição foi liberal só no papel pois criou Tb o poder moderador onde o imperador era soberano sobre os demais poderes. Até as determinações de Roma passam pela mão do Imperador, que definia os cargos eclesiásticos.
Os interesses regionais se sobrepunham aos nacionais. O descontentamento era evidente sobretudo no nordeste. A estrutura econômica era latifúndio agroexportador.
Ignorando protestos populares, D.Pedro rege com braço forte.
1824 – Confederação do Equador – Pernambuco, Ceara, RGNorte, Paraíba, unem-se para separar-se do Brasil. Forças imperiais age com violência e desarticula os revoltosos.
Cisplatina – conflito com províncias do Rio do Prata Argentina pela disputa de terra que sempre foi motivo de conflito entre Portugal e Espanha. Surgiu a República Oriental do Uruguai. O custo deste conflito debilitou nossa economia. Cobrava-se cada vez mais impostos.

4 .  Nosso regime não dava garantias de liberdade individual nem coletiva. Finalizada a ruptura entre Brasile  Portugal o reconhecimento Portugues só se deu em 1825, o reconhecimento custou 2 milhões de libras, pagas pela Inglaterra.
1831 – sem habilidade para lidar com as crises o imperador abdica do trono.
Criação do IHGB -  criar identidade nacional.





5 – Ao romper os laços com Portugal, era preciso buscar novos parceiros econômicos. Havia grande interesse americano por traz do reconhecimento da independência pois nos venderiam mercadorias industrializadas por preço alto e comprariam matérias primas por preço menor.
Os primeiros anos pos independência foram de instabilidade política e econômica.

- não houve interesse pela industrialização;
- não houve diversificação de produção de produtos;
-decadência do açúcar
As financias do Império não eram sólidas, o dinheiro arrecadado não eram suficientes, obrigando a captação de empréstimos com juros altos. O conflito Ciplastino agravou a crise.
Desde o Tratado de Tordesilhas que há disputa pelo território. A posse era de Portugal, mas foi colonizado pela Espanha. Argentina apoiou a libetação Ciplastina na esperança de anexa-la a sua região. A população brasileira era contra pela fragilidade econômica. Os ingleses mediaram o acordo. A crise foi a gota dágua e ganhou força da imprensa que Fez forte oposição ao Imperador.

6. Divisão da Monarquia em 3 grupos:
Caramurus – elites das províncias periféricas;
Moderadores – elites influentes – grandes proprietários – discordavam da autonomia dos governos provinciais
Exaltados – líderes provinciais + radicais – críticos da monarquia.

Regência Trina 1831 até 1835
Ato adicional 1834 – defendia a monarquia unificada com juiz de paz

Feijó renuncia em 1837, Araujo Lima assume em 1838
Ato adicional 1840-  regresso conservador – restringe  a autoridade do juiz de paz, estabelece o bipartidarismo,  e fortalece a figura do delegado nomeado pelo ministro da justiça. Limita a guarda nacional e fortalece o exército.
Os progressistas defendem a maioridade do Príncipe Pedro
Revoltas:
Cabanagem – Grão Para (Pará e Amazonas) – movimento de resistência a emancipação política do Brasil – elite de comerciantes portugueses temiam perder seus privilégios com o fim do período colonial. Desmonte em 1823
1835 – Farropilha – Sul do Brasil – liberais exaltados – pecuária e produtos voltados ao mercado interno sem apoio do Estado
1835 – Revolta dos Malês – Salvador – africanos muçulmanos – fim religioso e político
1937 – Sabinada – médico Francisco Sabino – classe média – pretendiam proclamar república até a maioridade do Imperador.
1938 – Balaiada  -Maranhão  - cabanos (conservadores) x bem te vis (liberais) até 1841
O desejo de autonomia e os princípios federativos foram o desejo comum das revoltas. Só foi controlado após o golpe da maioridade do Imperador.


Crises internas e revoltas obrigaram a antecipar a maioridade do Príncipe.
1841 – Coroação de D.Pedro II – Inicio segundo reinado

Leis abolicionistas
A Lei áurea libertou mas, não promoveu a inserção social dos escravos.
A igreja estimulava o sacramento matrimonial entre os escravos para manter a paz nas senzalas.
Na década de 80 surge a corrente de valorização cultural negra para formação da identidade nacional
1831 – Lei para inglês ver
1871 – Lei do ventre livre – filho de escravos seriam libertos
1885 – Lei Saraiva –Cotegipe – extinção gradual do elemento servil
1888 – Lei Aurea – não garante melhores condições de vida aos escravos
O fim da escravidão abalou a sustentação da monarquia

Fim do Império
Capitalismo e sociedade escravista
Romantismo – aspecto de afirmação da nacionalidade brasileira – Nativismo
A percepção europeia era o mito do “bom selvagem”.  Indio preguiçoso e indolente
A economia era sustentada pelo café e trabalho escravo. O desgaste do solo foi inevitável
No oeste paulista desenvolveu-se a tecnologia de máquinas com mão de obra imigrante com capital estrangeiro e transporte de trem. Os cafeicultores paulistas eram burgueses com acúmulo de capital. SP torna-se + rica, arrecadava mais em tributos para a coroa. A centralização do Império não agradava mais a elite que passou a ver no federalismo a forma da autonomia. Cresciam os movimentos abolicionistas
1870 – Manifesto Republicano
Evolucionistas – caberia as elites garantir as mudanças;
Revolucionários – através da revolução popular
1873 – Partido republicano paulista – fazendeiros – ideias republicanas com apoio de outras cidades e imprensa.
1870 – Conflito com o Papa – passou-se a defender a separação entre Estado e  Igreja
Baixa no exército e baixos salários e com pouco prestígio social, começaram a participar da política e criticar o Império.

Proclamação da República – Golpe de Estado – aliança entre republicanos e militares com o regime. Escravos libertos e imperador autoritário não se encaixava no novo quadro do sec. XIX
A ameaça de uma nova configuração da guarda nacional foi a motivação para que Marechal Deodoro da Fonseca invadisse o Ministério da Guerra em 15/11/1889.
A República é consequência de um governo que perdeu a sustentação política e apoio militar.




RESUMO  HISTÓRIA ORIENTAL

A divisão entre Ocidente e Oriente depende de fatores históricos, sociais, geofgráficos, religiosos, culturais.  É uma definição de ordem mais ideológica que geográfica.
O Oriente é um espaço caracterizado por importantes civilizações que influenciaram nossa sociedade.

PERÍODOS:
Pré História antecede a invenção da escrita
A História antiga vai até antes do fim do Império Romano: 3000 a.C  à  V d.C
Do sec. V ao XV – Idade média
Do sec. XVI ao XVIII -  Idade moderna
Do sec. XIX ao XXI – Idade Contemporânea

LOCALIZAÇÃO:
Oriente Próximo – áreas do Mediterrâneo – Asia Menor (hoje árabes)
Oriente Médio – crescente fértil (+ ao sul)
Extremo Oriente – cultura chinesa

Evolução da História
O homem passa de sociedade de caçadores e coletores para sociedade agrária semi-nômade, proporcionando o surgimento das vilas e cidades. Inicia-se o desenvolvimento da organização social e o aumento da população e o aumento das produções.

Dificuldade da pesquisa da Antiguidade
- Escassez de fontes primárias
-natureza da documentação
-não há história oral;
- conservação das fontes (documentos, registros, vestígios)

  
Mesopotamia

Sumérios – habitantes do Sul da Mesopotamia (terra entre dois rios) – 4000 à 195 a.C
Criadores dos sistemas de drenagem e pioneiros na arquitetura
Zigurates – depósito de grãos e Tb templo

O governo faraônico era Teocrático – Deus Vivo – sociedade politeísta
Embora no deserto, a civilização egípicia conseguiu com sapiência utilizar o recurso natural que dispunha para controlar as cheias do rio Nilo. Também promoveram a escravidão e a desigualdade social.

Código de Hamurabi – 1º documento jurídico (relações trabalhista, civis, criminais) – leis desiguais

A região Sul desenvolve-se primeiro que a reigião norte: ASSUR
Assur passa de cidade para Império Assírio – Dinastia de Zargão.
Primeiros povos da Mesopotamia: Sumérios, acadios e assírios

Egito -  escrita hieroglífica – Conj. De tribos ao longo do curso do Nilo com sofisticação política. Após a vitória de Alexandre o Delta do Nilo passa pelo processo de Helenização e o Sul do Nilo pelo domínio Africano.
Helenismo – conj. De práticas sociais (cultura grega)
O fim Egípcio se deu pela vunerabilidade egípcia às invasões; aos problemas internos; a tentativa de substituição do politeísmo pelo monoteísmo; expansão da macedônio e transformação do Egito em um proletoriado romano.

Hebreus – escravos no Egito, Assíria e Babilônia
A bíblia ajudou a encontrar vestígios do povo hebreu.

Os Persas – leste Mesopotamia – Zoroatrismo (dois deuses Bem e Mal)
Império Medo Persa – Ciro: tolerância religiosa; título de reis dos reis; liberta judeus da Babilônia – após golpe Dario assume divide o poder (olhos  ouvidos do rei)

Guerras médicas – emancipação de colônias gregas



segunda-feira, 17 de julho de 2017



  A crise dos anos 20 que culminou na Revolução de 30

- início da campanha da Aliança Liberal, 1929
- criação do Partido Comunista – PCB , março 1922 (promover a revolução proletária, substituir a sociedade capitalista pela socialista)
- movimento Tenentista
- criação do centro Dom Vidal – Liga eleitoral católica
- comemoração do centenário da independência
- sucessão presidencial  - 18 do forte

Conjuntura:
- semana das artes modernas em SP – 1922
- Reflexo da crise mundial recai s/ o Brasil:
super produção provoca caída do preço;
crise industrial;
desemprego;
miséria das massas operárias e camponeses;
alta da inflação e crise fiscal sem precedentes.
Houve um período de dificuldade, depois crescimento até a grande depressão 1929 diversificação da agricultura e desenvolvimento industrial.

2.       República – um alto grau de instabilidade marcou a tônica dos primeiros anos do regime instituído em 1889. O federalismo unia grupos dominantes e por outro lado questões relativas ao formato do novo sistema provocava divergências.
A primeira constituição Republicana inspirada no modelo americano garantiria autonomia aos Estados.
1898 – Pacto político – Política dos governadores ou dos estados: objetivo impedir conflitos que provocasse a instabilidade nacional, acabar com a hostilidade entre Executivo e Legislativo; acordo entre união e estados.
Inovação Política – para refletir a política dos governadores foi a reforma do regimento interno da câmara no tocante à comissão de verificação de poderes.
               
3.       Revisão da historiografia (estudo histórico e crítico) – enfatiza a força da aliança entre Minas e São Paulo, detentores, no período das maiores bancadas no congresso.
Café Paulista + Leite mineiro = conflitos. Assim a cada 4 anos retoma-se a conjuntura instável e imprevisível.
O governo sustentava os grupos dominantes (coronéis) e estes controlavam a massa de eleitores – coronelismo (enxada e voto) mandonismo, filhotismo, falseamento do voto. Carta 1891 – autonomia aos estados.
Condomínio Oligarquico: Minas, SP e RGSUL predominavam sobre as demais unidades federativas.

4.       As disputas para sucessão presidencial de 1922 – formação Republicana – são indicadores do esgotamento do modelo político vigente na 1ª república.
Epitácio Pessoa x Arthur Bernardes e Urbano Santos – discordância – reação republicana.
A reação republicana também estava interessada em mobilizar as massas urbanas com toda agitação as eleições aconteceram em 1º de março coma vitória de Arthur Bernardes – militares protestaram.
A reação republicana resultou da insastifação das oligarquias de segunda grandeza ante a dominação de Minas e SP.

5.       O tenentismo teve como principais figuras não a cúpula das forças armadas, mas oficiais de nível intermediário do Exército – tenentes e capitães.
Possibilidade de intervenção militar. A rebelião eclodiu em 5 de julho.
O levante militar è a estreia dos tenentes no cenário nacional. O movimento tomou proporções nacionais.
O grande mal a ser combatido pela revolução eram as oligarquias. Queriam a reforma da constituição; limitação da autonomia local; moralização dos costumes políticos; unificação da justiça e do ensino; unificação do regime eleitoral. A tentativa de revolta fracassou, sendo sufocada pelas forças federais.
Em 1924 – nova articulação dos militares – objetivo derrubada do governo Arthur Bernardes. A coluna Carlos Prestes propagou a revolução.
Correntes Tenentistas:
1ª movimento social nas camadas sociais por maior participação;
2ª movimento militar de interesses da corporação;
3ª análise global: militares + camadas sociais.
Houve um pouco de instabilidade e ao final da década os caminhos se abriram para a Revolução de 30.

6.       Cenário Cultural

Análise da divergência entre MG e SP em relação a indicação de Júlio Prestes como candidato à sucessão imperial.

Neste contexto, em Julho de 1929 – com apoio mineiro, foi lançado a candidatura de Getúlio Vargas, (ex-ministro da fazenda de Washington Luis e então governador do RG do Sul, tendo como vice João Pessoa (governador da Paraíba) – forma-se a Aliança Liberal.
Nas eleições de março de 1930, vitória de Julio Prestes. Assim a Aliança liberal se une ao movimento Tenetista = Revolução de 30.
Osvaldo Aranha: discurso popular “substituir princípios e normas para evitar regresso”. Washington Luis indica Julio Prestes o que desagradou Minas Gerais que lançou Getúlio Vargas.
Em Outubro 1929 – Quebra a bolsa de NY – reflexo no Brasil: fábricas falidas e desemprego.
Luiz Carlos Prestes – manifesto de crítica ao apoio às oligarquias.


– Prestes influência comunista (Juarez Távora descorda de Prestes) – divergência no movimento Tenentista.
- 26/07/1930 – João Pessoa é assassinado em Recife (apesar de crime passional e não político ele virou mártir do movimento.
- Força Jovem do Sul – geração 1907 : Getúlio Vargas, Flores Cunha; Osvaldo Aranha; Lindolfo Collor; João Neves; Mauricio Cardoso; Paim Filho.
- Em Minas: Virgílio Melo Franco e Francisco Campos.
- Os político mais jovens que lutaram contra o Tenentismo estavam dispostos a seguir o movimento dos tenentes.
3.  03/10/1930 – A conspiração (Revolução) estoura em MG e RGSUL, em seguida se alastra pelo nordeste.
3.1 Em 24/10, os Generais depuseram Washington Luiz no RJ e constituíram uma junta provisória. As pressões das forças revolucionárias vindas do sul obrigaram a entregar o governo a Getúlio Vargas, empossado em novembro de 1930.
3.2 1ª vertente: Santa Rosa -  revolução da classe média (identidade c/ o movimento tenentista)
2ª vertente: Sodré – ascensão da burguesia industrial à dominação política.

4. 1º movimento – Weffort – revisão das vertentes: fragilidade das versões anteriores
Boris Fausto – 1970 – Livro A revolução de 30 – Críticas: Contradições entre setor agrário-exportador e setor urbano-industrial. Segundo o autor a burguesia não oferecia qualquer programa voltado ao desenvolvimento da industrialização como alternativa aos sistema cujo eixo baixo eram os interesses cafeeiros.

Faustodiz que a Revolução de 30 deve ser entendida como...

...o resultado de conflitos intraoligárquicos fortalecidos por movimentos militares dissidentes, que tinham como objetivo golpear a hegemonia da burguesia cafeeira.

4.2 – Estado de compromisso – representantes de todas as camadas da revolução – Getúlio Vargas
Os vitoriosos de 30 formavam um grupo bastante heterogêneo – tanto do ponto de vista social como do ponto de vista político. 

Se o combate às
 oligarquias tradicionais era o que se poderia chamar de um objetivo em comum, o mesmo não se podia dizer em relação às expectativas dos diferentes atores envolvidos no movimento. Dessa forma...
·         os setores oligarcas dissidentes mais tradicionais desejavam maior atendimento a sua área e maior soma de poder, com um mínimo de transformações;
·         os quadros civis mais jovens almejavam a uma reforma do sistema político;
·         os tenentes defendiam a centralização do poder e a introdução de reformas sociais;
·         os setores vinculados ao Partido Democrático tinham como meta o controle do governo paulista, além da efetiva adoção de princípios liberais.

Segundo Fausto, como nenhuma classe ou fração de classe ascende – em caráter exclusivo – ao Estado, o que se observa no pós-trinta é um reajuste nas relações internas dos setores dominantes.
O Estado de Compromisso nada mais é do que um Estado que se abre a todas as pressões, sem se subordinar, necessariamente, a nenhuma delas.

As principais características do Estado de Compromisso são...
·         maior centralização, com a subordinação das oligarquias ao Poder Central;
·         ampliação do intervencionismo, que deixa de ser restrito à área do café;
·         estabelecimento de certa racionalização na utilização de algumas fontes fundamentais de riqueza pelo capitalismo internacional.

Do ponto de vista ideológico, o que se verifica é um progressivo abandono das fórmulas liberais pelos quadros dirigentes – apesar do formato dado à Constituição de 1934 – e uma aproximação a matrizes de pensamento autoritárias, como o fascismo.
Segundo De Decca e Tronca..
De acordo com os autores identificados com essa vertente, em vez de ter sido em 1930, o verdadeiro momento revolucionário teria sido em 1928, quando, no plano institucional, teria se explicitado a luta de classes no país.

A explicitação da luta de classes teria se dado...
·         com a criação do Bloco Operário Camponês – pelo Partido Comunista;
·         com a fundação do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.
Filme: testemunha da história
Livro: manifesto pau Brasil
Tarsila do Amaral – Abaparu
Módulo 3 – do Governo Provisório ao Estado Novo
03 de novembro, Vargas assume a chefia do governo provisório.
Divergência entre os grupos que participavam da Aliança Liberal: tempo de duração do governo provisório.
De imediato, o Congresso Nacional e as Assembleias estaduais e municipais foram fechados.
Os governadores, depostos; e a Constituição de 1891revogada.
Vargas passou a governar por meio de decretos-lei. Alguns exigiam a instalação imediata da democracia...
...outros afirmavam que o retorno à ordem democrática só deveria ocorrer após a promoção das reformas sociais.
Disputas no modelo de estado a ser implantado:
- Os tenentes –  favoráveis a um regime forte e apartidário – queriam um Estado centralizador, de orientação nacionalista e reformista.  Os tenentes propunham medidas como...
·         a exploração estatal do petróleo;
·         a instalação de uma indústria siderúrgica nacional;
·         a nacionalização das minas e dos demais recursos naturais;
·         a estatização dos núcleos fundamentais da infraestrutura econômica. 
Já os oligarcas dissidentes – sobretudo os representantes dos estados mais fortes da federação – defendiam propostas liberais e federativas.


Para os estados do Norte e Nordeste:
O federalismo – fortemente presente na Constituição de 1891 – não lhes havia sido favorável ao longo da República. Por isso, desejavam um Estado mais intervencionista e centralizador. Eram, portanto, mais sensíveis às propostas do tenentismo.
A mudança no quadro político provocada pela Revolução de 30 – diminuindo a força dos estados mais poderosos do Centro-Sul .  Coesos, os estados do Norte e Nordeste teriam melhores condições de participar do jogo político.
Nesse sentido, a busca de uma atuação conjunta marcaria – no pós-trinta – a história da região.

As primeiras medidas adotadas pelo Governo Provisório foram intervencionistas e centralizadoras, inspiradas nas reivindicações dos setores tenentistas.
No pós-trinta, o interventor era nomeado e subordinado diretamente ao Presidente da República.
Ao mesmo tempo que fazia concessões às forças políticas locais – substituindo interventores –,Vargas tomava medidas que reforçavam o controle sobre os estados e cerceavam sua autonomia.
Em agosto de 1931, o governo promulgou o Código dos Interventores.

Na área social, o Governo Provisório também fez investimentos significativos. 
Ainda em novembro de 1930, foram criados o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio – chamado Ministério da Revolução –, e o Ministério da Educação e Saúde Pública.
- Jornada de trabalho de 8 h; regulamentação do trabalho da mulher e do menor; férias regulamentadas por lei; instituição da carteira de trabalho; criação de pensões e aposentadorias
Culminando em 1943 com a CLT.
o governo implantou as Juntas de Conciliação e  Julgamento.
Em um primeiro momento, trabalhadores e patrões resistiram à política trabalhista de Vargas, mas, aos poucos, as resistências foram diminuindo.
Medidas Econômicas: O governo desejava exercer um controle maior sobre a produção e comercialização dos principais produtos agrícolas brasileiros. Vejamos as medidas executadas por Vargas para exercer tal controle: 1931 criação do Conselho Nacional do café; 1932 Instituto do cacau; 1933- Departamento Nacional do cacau

Unidade 2 – Movimentos de Insatisfação:
- Ainda em novembro de 1930, os tenentes e seus aliados civis lançaram um manifesto propondo a criação da Legião Revolucionária – uma organização nacional que congregasse as chamadas forças revolucionárias. Com caráter civil e militar, um dos seus objetivos era reforçar o apoio popular ao Governo Provisório, garantindo a implementação de suas propostas;
- Outra tentativa de organização nacional do movimento tenentista foi o Clube 3 de Outubro, criado em fevereiro de 1931, que funcionou até 1935. Inicialmente presidido por Góes Monteiro, quatro meses depois, teve em sua direção Pedro Ernesto. A ideia era trazer o debate político para o Clube, evitando que os conflitos entre os militares contaminassem os quartéis e acentuassem as cisões no interior das Força Armadas. 
- Resistências civis: Frente única paulista (FUP); Frente única gaucha (FUG);  Partido republicano mineiro (PRM);
- Resistência militares: insatisfação da alta oficialidade com o tenentismo. Promoção dos oficiais que participaram da revolução descontentava as altas patentes. Pra conter as insatisfações, Vargas promoveu alguns generais, entre eles  Bertoldo Kingler que mais tarde insurgiu contra o governo.





Pré constituinte: 1º semestre de 1932,  marcado por agitações e crises

- Pressionado, em fevereiro, o governo editou um Código Eleitoral que contemplava diversas bandeiras da Aliança Liberal, ou seja, a instituição da Justiça Eleitoral com direito de votos a todos.
Além dos parlamentares eleitos pelo voto direto da população, participariam desse processo os representantes das associações de classes – eleitos indiretamente por delegados escolhidos pelos sindicatos de suas respectivas categorias profissionais. Seriam 40 representantes classistas.
No dia seguinte ao da decretação do Código Eleitoral, no Rio de Janeiro, a sede do Diário Carioca – um jornal anti-tenentista radical – foi depredada por elementos vinculados ao tenentismo. Esse ato acirrou o confronto dos tenentes com os setores oligárquicos e provocou nova crise no governo. Em protesto alguns ministros e o chefe de polícia  do DF. No conflito de rua, quatro estudantes foram mortos. formou-se uma entidade – o MMDC – encarregada de coordenar as ações preparatórias para um levante armado pró-reconstitucionalização do país.
Ainda no final de maio – em um clima de muita tensão –, Vargas enfrentou uma grave crise militar que redundou na demissão do Ministro da Guerra, Leite de Castro, no cargo desde novembro de 1930. Leite de Castro foi substituído pelo general de reserva Espírito Santo Cardoso. Essa crise ficou conhecida como o caso dospicolés e dos rabanetes.
Em julho, eclodiu uma revolução em São Paulo que se transformou na pior guerra civil vivida pelo país. Insatisfeitos com a política centralizadora de Vargas e com a lentidão das medidas que restaurariam o Estado de Direito, os paulistas – em armas – exigiam o fim imediato do regime ditatorial e uma maior autonomia para São Paulo. Voluntariamente, milhares de pessoas se alistaram para participar da guerra.
A Revolução Constitucionalista – como se tornou conhecida – durou três meses. No dia 2 de outubro, os paulistas, cercados por tropas federais, renderam-se.   Houve ganhos: Além do compromisso do Governo Provisório em levar avante o processo de reconstitucionalização do país, São Paulo, a partir de agosto de 1933, passou a ter um interventor paulista e civil – Armando Sales de Oliveira – como desejava a elite.
Restruturação:  Depois da experiência de 1932, reestruturar as Forças Armadas e fazer delas um ator político significativo passou a ser uma das preocupações centrais de Vargas. Para tal, era necessário eliminar os antigos generais nomeados pelos governos anteriores a 1930. 
Movimentos contestatórios: Alguns, desiludidos com o que consideravam os desvirtuamentos da Revolução de 30, decidiram se afastar do governo e abraçaram movimentos contestatórios como o integralismo e o comunismo, que ganhavam força depois de 1932. Foi proposto até Clube Republicano Ditatorial.

Constituição de 34

Com a proximidade das eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, era necessário criar novos partidos, pois os existentes antes de 1930 haviam sido, praticamente, extintos.
Apesar de várias tentativas, nenhum partido nacional foi criado.
A Igreja criou a Liga eleitoral católica – LEC -  independentemente da filiação partidária, pedia votos para os candidatos comprometidos com a sua doutrina social.
Realizadas as eleições, os partidos que tiveram melhor desempenho – salvo algumas exceções – foram os situacionistas, articulados pelos interventores em MG, SP e Rio Grande do Sul.
Sete meses depois – 16 de julho de 1934 –, uma Constituição foi promulgada.
Um dia após sua promulgação, Getúlio Vargas foi eleito indiretamente, pelos constituintes, presidente da República, obtendo 175 votos
Além de elaborar a Constituição e de eleger o Presidente da República, uma das tarefas da Assembleia Nacional Constituinte era aprovar os atos do Governo Provisório.

  
A Constituição propôs:
1 – Um modelo de estado menos centralizador;
2- Regime federativo embora limitasse a autonomia dos estados;
3 – Intervencionismo do Estado em assuntos econômicos e sociais;
4 – Fortalecimento do estado com predomínio do Legislativo no sistema político
5 – Representação classista;
6 – direito de voto a partir dos 18 anos;
7 – direitos sociais e do trabalho;
8 – educação confessional nas escolas públicas;
9 – eleições diretas para presidência da república, governos estaduais e prefeituras. Com mandato de 4 anos e sem reeleição. Portanto em 1938, Vargas não poderia ser candidato. Vargas demonstrou descontentamento à constituição.  De fato, a vida da nova Carta Magna do país foi muito curta.


Governo Constitucional

Findos os trabalhos constitucionais, Vargas reorganizou seu ministério.
Na composição ministerial, os tenentes foram preteridos, e as pastas, distribuídas para os estados que o haviam apoiado na Constituinte – Minas, Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco e São Paulo. Na busca de apoio, para levar avante seu projeto político de fortalecimento do Estado e combate ao poder das oligarquias, Vargas voltou-se para os militares.

A anistia proclamada pela Constituição 34, trouxe de volta os exilados de 1932 – muitos foram recebidos com grandes manifestações populares.
Em outubro de 1934, foram realizadas eleições para o Congresso Nacional e para as Assembleias Legislativas estaduais.
Totalmente divergentes entre si, a Ação Integralista Brasileira AIB – e a Aliança Nacional Libertadora  ANL – possuíam programas bem definidos e conseguiram produzir grande mobilização no país.
A AIB – criada em 1932, dirigida pelo intelectualPlínio Salgado e inspirada no fascismo italiano – possuía uma estrutura organizacional paramilitar.
Pautava-se por um nacionalismo e um moralismo extremados, o que a fez ter muitos adeptos entre militares e católicos. 
Combatia os partidos políticos existentes e defendia a integração total da sociedade e do Estado, que seriam representados por meio de uma única e forte agremiação – a própria AIB.
A preocupação de mobilizar amplamente a população levava os seguidores da AIB a realizar encontros, festas, palestras e manifestações de rua durante as quais entravam em choque aberto com os comunistas. 
Os integralistas usavam um uniforme que os tornou conhecidos como os camisas verdes. Adotaram um símbolo – o 
sigma – e um gesto de saudação que era acompanhado de uma espécie de brado de guerra de inspiração indígena – Anauê!. 
De início, a AIB dava sustentação política ao governo de Vargas, sobretudo em sua luta contra o
comunismo.
Já a ANL – inspirada no modelo das frentes populares que surgiam na Europa para impedir o avanço do nazi-fascismo – foi criada em março de 1935. 
Diferentemente da AIB, desde sempre fez oposição cerrada ao regime – defendia propostas anti-imperialistas e levantava a bandeira da reforma agrária e das liberdades públicas. 
A organização congregava comunistas, socialistas e liberais desiludidos com o rumo que havia assumido o processo revolucionário iniciado em 1930.


Seu presidente de honra era o ex-tenente e agora líder comunista Luís Carlos Prestes. Conseguiu a adesão de milhares de simpatizantes.  Contudo, em julho, alguns meses após sua criação, foi colocada na ilegalidade.
Milhares de pessoas foram presas em todo o país, inclusive deputados, senadores e o prefeito do Distrito Federal –Pedro Ernesto, um dos principais articuladores da Revolução de 30.  Alguns – como Luís Carlos Prestes – amargaram quase 10 anos de prisão.

A partir de novembro de 1935, o Congresso passou a aprovar uma série de medidas que cerceavam seu próprio poder, enquanto o Executivo ganhava poderes de repressão praticamente ilimitados.

 A Lei de Segurança Nacional, promulgada em 4 de abril de 1935, definia crimes contra a ordem política e social. Sua principal finalidade era transferir para uma legislação especial os crimes contra a segurança do Estado, submetendo-os a um regime mais rigoroso, com o abandono das garantias processuais.

A lei previa a censura aos meios de comunicação e prisão de um a dez anos para aqueles que estimulassem ou promovessem manifestações de indisciplina nas Forças Armadas ou greves nos serviços públicos. 
Mesmo tendo seus poderes reforçados e argumentando que o país estava ameaçado pela desordem interna, Vargas não conseguia o apoio de 2/3 do Congresso, necessário para prorrogar seu mandato presidencial.
No decorrer de 1937 – 3 candidatos se lançaram iniciando a disputa presidencial.
Em 30 de setembro, o governo divulgou na imprensa um documento – conhecido como Plano Cohen – relatando a preparação de uma insurreição comunista no Brasil. 
Tratava-se de uma peça de ficção, mas que serviu a seus objetivos.
Os setores oposicionistas – que eram minoria no Congresso Nacional – questionaram o novo pedido de decretação do estado de guerra.
Contestavam as evidências de que realmente houvesse uma ameaça subversiva, associando o novo pedido a uma tentativa do governo de impedir a realização das eleições presidenciais.
apesar de haver um grande número de elementos contrários ao continuísmo de Vargas e às manobras golpistas mesmo entre os setores considerados situacionistas, o pedido foi aprovado. Suspeitava-se de que, caso a medida não fosse aprovada, o Exército fecharia o Congresso.
No manhã do dia 10 de novembro de 1937, o Congresso Nacional foi cercado por tropas da Polícia Militar. O regime mudou, mas Vargas manteve-se na chefia do Executivo.


Cenário Cultural: Filme: Olga; Obra literária: Os Sertões; obra de arte:Portinari – Criança Morta